Motivados pelo preço, pecuaristas de SP não têm pressa em vender

Valor da arroba mantém o preço em um dos maiores patamares desde 2011. Em São Paulo, criadores comemoram a valorização.

As escalas de abate em um frigorífico em Pirapozinho, São Paulo, estão programadas para os próximos sete dias, pouco, perto da época de alta, quando o cronograma é feito com pelo menos 10 dias de antecedência. A calmaria é justificada pela queda na oferta, registrada desde o mês de junho.
O fim do outono e o começo do inverno foram bastante atípicos no interior paulista e trouxeram muitas chuvas. O resultado foi um atraso no calendário de confinamento. Com pastagens de sobra, o mercado ficou a favor dos produtores.
O gado que deveria ter formado a primeira rodada de confinamento prevista para o início de maio, com venda a partir do fim de julho, acabou ficando no pasto em plena época de seca. As chuvas mantiveram boa parte da qualidade nutritiva da pastagem e os animais não perderam peso.
Em uma propriedade, todo o rebanho está sendo tratado apenas no pasto. Do total de 350 animais, 60 estão prontos para o abate, mas o administrador, João Garcia, revela que a venda só deve ser realizada a partir de agosto porque a expectativa é de que o preço suba ainda mais. “Nós esperamos que o preço suba mais. Por enquanto, o produtor está rindo por aqui”, diz.